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Os riscos de agir sem pensar

seguir-a-multidaoO programa de televisão Truques da Mente, do canal National Geographic, realizou, recentemente, um experimento interessante.

Nele, uma pessoa é condicionada a agir de certa maneira para se sentir confortável dentro de determinado grupo social. Ainda que ela não entenda o que está a ser feito, ela repete os modos e sente-se melhor assim.

Assista ao vídeo abaixo e reflita nesta pergunta: Quantas vezes você agiu da mesma maneira?

Conforme foi dito por Jonah Berger, professor da Universidade da Pensilvânia e autor do best-seller “Contagious: Why Things Catch On” (em tradução livre, Contagioso: Por Que Certas Coisas Nos Atraem), quando a pessoa reproduz o comportamento da sociedade, o cérebro sente-se confortável. Isso porque, em grupo, o ser humano sente-se “protegido” ou “abrigado”.

Mas será que essa proteção é realmente eficiente?

Estar em grupo lhe deixa sozinho

Após o experimento, a “cobaia” explica porque se rendeu ao comportamento mesmo ele sendo estranho: “Quando vi todos se levantarem, senti que deveria me juntar a eles, caso contrário seria excluída”.

Em seu blog, o palestrante Renato Cardoso, apresentador do programa “The Love School- A Escola do Amor”, explica porque esse sentimento não é real.

“Por mais cómodo que seja o ritmo e aconchego da multidão, essa falsa segurança e conforto serão a razão da nossa queda lá na frente. Achamos que aquele calor sempre estará ali ao nosso redor. Mas quando menos esperamos, vem uma chuva ou outra distração e a multidão se dispersa”, afirma ele.

De acordo com o que ensina Renato, é necessário decidir se sua vida será seguindo os outros irracionalmente ou refletindo sobre cada atitude a ser tomada, conforme uma pessoa sensata faz:

“O mais seguro é você saber o que quer, definir sua razão de existir e correr em direção a esse propósito. Não esperar por ninguém. Não olhar quantos estão atrás de você ou ao lado perseguindo o mesmo objetivo. Olhar somente para o alvo. E correr. Com todas as forças.”

Seguindo aos homens ou a Deus?

Outro problema trazido pela obediência aos costumes é o risco de refletir comportamentos ruins. Pular sete ondas no ano-novo, por exemplo, representa pedir à entidade que ajude a superar os problemas no ano que chega. Quando estão na praia, muitas pessoas que se dizem cristãs seguem a multidão pedindo ajuda a ela, em vez de pedir a Deus.

Em seu blog, Cristiane Cardoso fala sobre tradições: “Fazer algo só porque todo mundo está fazendo, ou porque é feito por gerações, faz-nos perder o sentido do porque estamos realmente fazendo aquilo, deixamos de pensar. Isso é o que a tradição faz”.

A fé caminha com a inteligência. É necessário refletir sobre as atitudes, porque, conforme está escrito na Bíblia:

“Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo”.

Provérbios 1.10

Renato Cardoso questiona: “Quais ideias ou maneiras de pensar você tem defendido, talvez apenas por costume, que não lhe trazem hoje nenhum resultado prático?”

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