Trabalho do CdA nas regiões mais remotas do Brasil

nucleo.690x460Em sua missão evangelizadora, a Universal marca presença nos lugares mais inesperados, como favelas e presídios; e nos mais distantes e de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas e tribos indígenas. Essas ações são realizadas pelos núcleos de evangelização em locais onde não há templos da instituição.

No estado do Pará, por exemplo, muitas dessas atividades ocorrem em comunidades próximas a rios e também em tribos indígenas. O trabalho depende basicamente da perseverança dos voluntários da Igreja para levar a Palavra aos que necessitam. Você irá conhecer um pouco dessas ações em nossa reportagem.

Rio das cobras

No município de Moju, a 226 quilômetros (km) da capital do estado, Belém, a Universal mantém núcleos de evangelização. O nome da cidade é de origem tupi e significa “rio das cobras”. Não é à toa que o trabalho realizado é feito em regiões próximas a rios. Em Moju, um dos locais que recebem as ações fica a 20 km da cidade. Trata-se de Santa Maria do Mirindeua.

rio.690x460De acordo com o pastor Wesley Polydoro, responsável pelo trabalho evangelístico no Pará, a Universal está presente no local há 3 anos. “Lá não há templos da Universal. Existem somente os núcleos, como em outras comunidades: Conceição do Mirindeua, Curuperé, Castanhandeua, Sococo e Sarapuí.”

Segundo o pastor, o trabalho lá é realizado por voluntários da Universal que enfrentam as condições mais adversas para evangelizar. “Contamos com o casal de obreiros Daniel Sampaio e sua esposa (foto ao lado). Os pastores Douglas Oliveira e Evandro Vilhena também participam quinzenalmente, realizando batismos e evangelizando.”

O pastor afirma que para chegar à comunidade ribeirinha de Santa Maria do Mirindeua o acesso não é fácil. “Para quem vem de Belém são 70 km de asfalto pela Alça Viária (complexo de pontes e estradas), travessia de balsa até Moju, e mais 1 hora e 20 minutos de estrada de chão, onde passamos por várias fazendas e pontes. No verão, a estrada de terra é só sol e poeira. Já no inverno há muita lama e atoleiros, por isso, os obreiros usam motos constantemente para realizar as reuniões.”

A comunidade

A comunidade de Santa Maria do Mirindeua é formada por um total de 600 pessoas. De acordo com o pastor Polydoro, 40 delas estão batizadas. “Recentemente, foram convertidas 19 pessoas: cinco na comunidade e outras 14 que moram rio acima, a cerca de 1 Km, próximo ao Rio Acará.”

DSC00983.690x460O pastor explica que mesmo sendo uma comunidade de maioria católica, a atividade da Universal é bem aceita no local. “Somos ouvidos e respeitados, pois só nós realizamos o trabalho de cura e libertação na localidade. Os moradores afirmam que nós trouxemos visão para eles, pois estão prosperando e sendo abençoados.”

Uma das pessoas que conheceram e resolveram aceitar o trabalho da Universal é a moradora Maria da Conceição, de 58 anos (foto ao lado). Segundo ela, era frequente a visita de denominações evangélicas na comunidade, mas não havia o fogo da fé. “Quando chegou a Universal, eu achei que se tratava de mais uma evangelização sem compromisso com o povo, mas quando disseram que iriam construir um núcleo da Universal no local, eu me alegrei em ver o próprio Deus olhando e abençoando esse lugar.”

Junto com os índios
ALDEIA 8.690x460Outro local que recebe as ações da Universal é a aldeia Sororó, no município de Marabá. De acordo com o pastor Polydoro, trata-se de um lugar mais distante e também com uma série de adversidades para chegar até lá. “Saindo de Belém, por via terrestre, são 10 horas de estrada, enfrentando caminhos de chão batido e poeira. Já por via aérea, é 1 hora de avião até Marabá, mais 3 horas de estrada de chão batido. Somente carros com tração nas quatro rodas trafegam lá.”

O último evento realizado no local foi comandado pelo pastor Alcindo Ferreira Filho, de 55 anos. Ele está na Universal há 25 anos e há 9 no Pará. Ele vem realizando esse trabalho no interior do estado há 3, em localidades como Itaituba, Rondon e Marabá. Segundo o pastor Alcindo, existe um forte desejo dos moradores da aldeia indígena de que seja aberta uma Universal no local. “Eles chegam até nós e solicitam com muita veemência a realização desse sonho.”

A recepção indígena

Em virtude das condições, o trabalho é realizado a cada trimestre ou semestralmente na aldeia. “Apesar das dificuldades para chegar até o local, a Universal é recebida com alegria e satisfação pelos índios. A tribo tem cerca de 700 pessoas e 60 já foram convertidas. Os batismos não são realizados ali, mas a 60 km da aldeia, na Universal de São Domingos”, diz o pastor Polydoro.

ALDEI 4.690x460De acordo com ele, os índios aceitam de braços abertos o trabalho da Igreja. “Eles nos recebem com muita alegria, já que somos praticamente a única Igreja que avança até essa localidade, tão distante da cidade.”

A próxima visita e realização de um grande evento na aldeia Sororó está agendada para março de 2015, e gera expectativa. “Toda vez que os índios ficam sabendo que acontecerá uma reunião de evangelização, ficam eufóricos e ansiosos pela chegada dos evangelistas e obreiros da Universal. As crianças também, pois é quando recebem muitos brinquedos e guloseimas, doadas pelos obreiros e evangelistas de Marabá”, finaliza o pastor.

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