As mulheres da União Europeia (UE) consideram que a crise piorou a sua condição, sobretudo no que respeita à conciliação entre a vida pessoal e a profissional e à desigualdade salarial

A discriminação contra as mulheres continua a ser imagem de marca da União Europeia. No estudo “Mulheres e desigualdades de género no contexto da crise”, cujos resultados foram apresentados recentemente no Parlamento Europeu, as cidadãs da União Europeia consideram que o facto de receberem um salário inferior ao dos homens para desempenhar o mesmo trabalho é a mais importante desigualdade de que são alvo, seguindo-se a falta de condições para conciliar a vida pessoal, a familiar e a profissional.

A crise agravou as desigualdades de género e os patrões continuam a praticar a discriminação absoluta nos critérios de recrutamento entre homens e mulheres.

Os dados foram divulgados no âmbito de um seminário para jornalistas de toda a UE, sobre igualdade de género e representação política feminina, tendo como pano de fundo as próximas eleições europeias.

Os europeus continuam a considerar a discriminação salarial como a maior evidência da desigualdade de género e a maioria não tem dúvidas: a criação de emprego e o combate ao desemprego devem ser as prioridades das instituições de Bruxelas e dos governos. Sobre as consequências da crise, os cidadãos da Europa consideram, segundo o Eurobarómetro, que esta tornou ainda mais tardia a entrada de jovens licenciados no mercado de trabalho e agravou a insegurança laboral. Alguns consideram também que a crise piorou a correspondência entre as qualificações e os trabalhos exercidos.

Portugal contra a violência

Na lista das desigualdades de género, a violência surge em terceiro lugar. Em Portugal o cenário é diferente, sendo o país da UE onde é maior a preocupação com a violência contra as mulheres. No nosso país, 52 por cento das inquiridas considera que esta é a principal desigualdade de género, o valor mais alto de todos os 28 Estados-membros, com a média europeia a situar-se nos 34 por cento.

A ausência de mulheres em cargos de chefia nas empresas, tráfico de mulheres e prostituição, desigualdade na divisão de tarefas domésticas e familiares, poucas mulheres em cargos de responsabilidade política e persistência de estereótipos de género são as outras desigualdades de género mencionadas pelas inquiridas no estudo realizado pela Unidade de Monitorização da Opinião Pública da UE.

Representação de mulheres no parlamento

Moçambique é o país lusófono com a maior representação de mulheres no parlamento, segundo o relatório anual da União Interparlamentar, divulgado em Genebra. Seguem-se depois Timor-Leste, Angola, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Brasil.

A nível mundial, Moçambique ocupa o 14º lugar, com 39,2 por cento de mulheres no parlamento, ou seja, dos 250 deputados, 98 são mulheres. Portugal ocupa a 32ª posição, com 31,2 por cento de mulheres eleitas na Assembleia da República.

O relatório referencia a nível mundial o número de mulheres nos parlamentos até dia 01 de janeiro de 2014. Comparativamente a 2012, a percentagem de mulheres representadas em parlamentos subiu de 20,3 para 21,8 por cento.

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